Este não é mais um sítio de religião, como tantos que por aì proliferam. Infelizmente, o mundo religioso está dominado pelo materialismo e pelos interesses de projecção pessoal e financeiro de muitos dos seus líderes. Deturpam a verdade com mentiras e usam a ignorância das pessoas que na sua boa fé neles acreditam, aproveitando-se dos seus bons sentimentos e, quantas vezes, também do seu dinheiro. Não sou devoto de nenhuma religião. Todas as religiões, ainda que possam ter alguns fundamentos de bondade, são conduzidas por homens e para homens, pelo que estão viciadas nos seus caminhos. Eu creio no Senhor Jesus Cristo. A minha "religião" é a Pessoa de Jesus Cristo. A palavra religião significa religar (re+ligare) e, de facto, apenas o Senhor Jesus Cristo re-ligou o que estava separado, isto é, o Homem com Deus (1 Timóteo 2:5,6). É por isso que a minha fé não se baseia nas tradições humanas ou em qualquer religião (seja ela católica, evangélica, ortodoxa ou outra), mas nas Palavras do Senhor Jesus Cristo, tais como se encontram exaradas na Bíblia Sagrada, a única regra de fé espiritual em que faço pautar toda a minha meditação e conduta de vida. (Luz para a Vida)

domingo, 25 de março de 2012

Jogos de guerra preveem terríveis consequências no conflito Irão-Israel

 (The New York Times)  

A previsão foi feita em simulação de guerra realizada este mês para testar a coordenação entre o Pentágono e o comando no Golfo Pérsico. Um exercício de simulação de guerra realizado este mês para analisar as possíveis repercussões de um ataque israelita ao Irão, previu que caso isso aconteça poderá desencadear-se uma guerra regional que tornaria necessária a participação dos Estados Unidos e até mesmo colocaria em risco milhares de americanos, segundo autoridades.

As autoridades militares disseram que o chamado “jogo de guerra” não foi concebido como um ensaio para a ação militar dos Estados Unidos - e também enfatizaram que os resultados do exercício não são necessariamente uma prévia do resultado de um conflito de verdade. Mas a simulação certamente gerou temores entre os responsáveis de alta patente que afirmaram que é praticamente impossível evitar qualquer envolvimento dos EUA no confronto crescente com o Irão.



Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita e o presidente dos EUA, Barack Obama, reúnem no Salão Oval da Casa Branca, em Washington 




Os resultados do jogo de guerra foram particularmente preocupantes para o general James N. Mattis, que comanda todas as forças militares dos EUA no Médio Oriente, Golfo Pérsico e sudoeste da Ásia, de acordo com oficiais que participaram na estratégia e falaram sob condição de anonimato.
Quando o exercício foi concluído no início deste mês, segundo as autoridades, Mattis disse aos seus assistentes que um ataque israelita provavelmente teria consequências em toda a região e que também afetaria as forças militares dos EUA naquela área.
O exercício foi projetado especificamente para testar as comunicações internas e as coordenações entre as equipes de confrontos do Pentágono em Tampa, Flórida, onde fica a sede do Comando Central, e no Golfo Pérsico, no caso de um possível ataque israelita. Mas o exercício foi criado para avaliar uma situação que pode acontecer realmente.
No fim, o jogo de guerra acabou reforçando para os oficiais militares americanos a imprevisibilidade dos resultados caso um ataque israelita seja realizado e haja um contra-ataque por parte do Irão, disseram os oficiais.

Tanto a inteligência americana quanto a israelita concordam plenamente sobre o progresso que o Irão tem feito para enriquecer urânio. Porém eles discordam na questão de quanto tempo teriam para impedir o Irão de construir uma arma, caso os líderes de Teerão decidam continuar com o projeto.
À medida que os israelitas dizem publicamente que a oportunidade para impedir que o Irão construa uma bomba nuclear está a diminuir cada vez mais, os oficiais americanos dizem acreditar que um ataque israelita ao Irão pode acontecer. Eles disseram acreditar que Israel possivelmente daria aos EUA pouco ou quase nenhum aviso caso os oficiais israelitas tomem a decisão de atacar as instalações nucleares iranianas.





Imagem de satélite mostra complexo militar de Parchin, no Irão





Manobras - Os oficiais afirmaram que, de acordo com alguns acontecimentos, o Irão acredita que Israel e os EUA seriam parceiros em ataques contra instalações nucleares iranianas e, portanto, considerariam a força militar americana presente no Golfo Pérsico como cúmplices desse ataque. Jatos iranianos perseguiram aviões israelitas após o ataque, e os iranianos lançaram mísseis contra um navio de guerra dos EUA no Golfo Pérsico, o que foi visto como um ato de guerra que permitiu uma retaliação americana.
Internal Look (Olhar Interno, em tradução livre), é um dos exercícios mais significativos do Comando Central e é realizado duas vezes por ano para analisar como a equipe nos postos de comando e quartel-general reagiriam em diversas situações reais de confronto.
No decorrer dos anos, tem sido utilizado como uma forma de preparo para várias guerras que ocorreram no Médio Oriente. Segundo o site de defesa Globalsecurity.org , os estrategas militares utilizaram o programa durante a Guerra Fria para se prepararem contra um movimento feito pela União Soviética para tomar 16 campos de petróleo iranianos.

Alguns especialistas militares nos EUA e em Israel que avaliaram as potenciais ramificações de um ataque israelita acreditam que a última coisa que o Irão quer é uma guerra em grande escala no seu território. E argumentam que é provável que o Irão não ataque diretamente alvos americanos, sejam eles navios de guerra no Golfo Pérsico ou bases militares na região.
A análise, no entanto, estabelece também a conclusão de que não é possível prever totalmente a orientação dos líderes iranianos. "Uma guerra não é um piquenique", disse o ministro de Defesa israelita, Ehud Barak, à Rádio Israel em novembro. Caso Israel seja forçado a reagir, a retaliação seria algo suportável, ele disse.
"Não haverá 100 mil, 10 mil nem sequer mil mortos", disse Barak. "O Estado de Israel não será destruído."


Por Mark Mazzetti e Thom Shanker - Fonte do rss


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