Este não é mais um sítio de religião, como tantos que por aì proliferam. Infelizmente, o mundo religioso está dominado pelo materialismo e pelos interesses de projecção pessoal e financeiro de muitos dos seus líderes. Deturpam a verdade com mentiras e usam a ignorância das pessoas que na sua boa fé neles acreditam, aproveitando-se dos seus bons sentimentos e, quantas vezes, também do seu dinheiro. Não sou devoto de nenhuma religião. Todas as religiões, ainda que possam ter alguns fundamentos de bondade, são conduzidas por homens e para homens, pelo que estão viciadas nos seus caminhos. Eu creio no Senhor Jesus Cristo. A minha "religião" é a Pessoa de Jesus Cristo. A palavra religião significa religar (re+ligare) e, de facto, apenas o Senhor Jesus Cristo re-ligou o que estava separado, isto é, o Homem com Deus (1 Timóteo 2:5,6). É por isso que a minha fé não se baseia nas tradições humanas ou em qualquer religião (seja ela católica, evangélica, ortodoxa ou outra), mas nas Palavras do Senhor Jesus Cristo, tais como se encontram exaradas na Bíblia Sagrada, a única regra de fé espiritual em que faço pautar toda a minha meditação e conduta de vida. (Luz para a Vida)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PERSEGUINDO O POVO DE DEUS


Grupos e governos extremistas muçulmanos têm, ao longo de várias décadas, hostilizado o povo de Israel, sob alegações diversas. No início, para impedir a divisão da Palestina, determinada em 1948 pela Organização das Nações Unidas – um Estado de Israel e um estado palestino.
Este último não chegou a instalar-se, porque os líderes do povo palestino (em verdade, a parte do povo árabe que residia, em 1948, na pequena e polémica Palestina e não nas amplas terras ocupadas pelos 22 países árabes que existem hoje) e os países árabes rejeitaram a criação do Estado palestino para rejeitar também o Estado de Israel, ao qual declararam guerra. Israel venceu, a duras penas, pois acabara de renascer. 
Mas, durante toda a sua história, as coisas nunca foram fáceis para os filhos de Jacob. Depois da referida guerra, já ocorreram mais duas, a de 1967, em que o Egipto (aliado a Síria e Jordânia) provocou ao bloquear o Golfo de Aqaba e a de 1973, em que o mesmo Egipto (aliado à Síria) iniciou com o objectivo de recuperar as perdas que sofrera na guerra de 1967. Apesar da derrota militar, acabou por recuperar, através por de um tratado de paz, ainda vigente.
Mas houve a servidão no Egipto até Moisés os retirar de lá, os dois cativeiros de Babilónia, o domínio romano, a destruição de Jerusalém por Tito Vespasiano e a diáspora, a perseguição em tantos países, os campos de concentração de Hitler. E há os terroristas, os carros-bomba, os homens-bomba e as mulheres-bomba (em boa parte contidos por aquele muro do qual tão mal se fala), os esforços iranianos e do Hamas para “varrer Israel do mapa” e “lançar Israel ao mar”. E agora aí está a Primavera Árabe, que ninguém sabe no que vai dar e sobre cujas consequências para Israel é arriscado até especular.
Bem, estivemos a falar dos judeus, os hebreus, os israelitas. Mas, nestes dias, os que também estão a sofrer são os cristãos. Parece que está a chegar outra vez a nossa vez. Porque já tivemos a primeira fase de grande sofrimento sob o Império Romano. E uma segunda fase, menos ruidosa, semi-camuflada, mas dolorosa, sob os regimes marxistas-leninistas, na URSS, na Europa Oriental e na China.
Agora, a perseguição começa a revelar-se no chamado mundo islâmico, embora se diga que a doutrina do Islão não a autorize. Mas a doutrina cristã nunca autorizou as fogueiras da Inquisição e elas foram acesas na mesma. Há pouco tempo, comunidades da Igreja Coopta do Egipto foram alvo de ataques violentos. Dos cerca de 16 milhões de cristãos cooptas, oito a 12 milhões estão no Egipto. É um número muito expressivo, num país que, por estimativa, tem cerca de 60 milhões de habitantes.
A situação no Egipto está ultimamente mais calma. No entanto, na Nigéria, o mais populoso país da África – 160 milhões de habitantes e onde o Islão é a religião dominante, a situação é crítica. Ataques de muçulmanos contra edifícios de igrejas católicas e evangélicas e contra fiéis resultaram em dezenas de mortes nas últimas semanas. Desde o Natal, seis ataques causaram a morte de mais de 80 pessoas. A maioria dos ataques é reivindicada pela seita islâmica Boko Haram, que quer impor a Sharia (lei islâmica) no país.
Ayo Oritsejafor, chefe da Associação Cristã da Nigéria, que agrupa católicos e evangélicos, afirmou que “este tipo de ato nos lembra o início da guerra civil que ocorreu na Nigéria”, ente 1967 e 1970, deixando um milhão de mortos. As lideranças cristãs consideram os ataques como uma espécie de “limpeza religiosa”, numa comparação com as “limpezas étnicas” que têm ocorrido em alguns lugares do mundo. E que atingiram os judeus sob o regime nazi.

(Fonte: Ivan de Carvalho)

Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. (João 2:1)


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